Dedico a Catarina.
Indomável,
sensível ao sopro do vento,
ao som das águas,
aos detalhes do céu,
ao outro que se aproxima.
Sorrir com os olhos,
a voz de timbre gentil
não muda o tom quando está brava
E sua braveza se desperta diante da injustiça,
do bizarro e do contestável
Branquinha
é uma ovelha negra na academia.
Minha semelhante
Que não oculta o semblante
diante da ignorância do superficial
Eu lhe convido para a dança
em que meus pés levantam poeiras coloniais
escondidas debaixo dos carpetes
e eu entoo um canto de resistência
que lhe abraça nas suas lutas.
No caos deste nítido mundo,
eu sou a escura poesia.
Juliana Sankofa (4 jun 2023)
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